sábado, 31 de março de 2012


ANÁLISE DO SISTEMA DE MARKETING DE ACORDO COM O MODELO DE DOLAN

1-                 INTRODUÇÃO

Ilustra a abordagem sistemática que o marketing propõe para as atividades de troca entre duas entidades. O modelo permite visualizar todo o processo de marketing, desde as decisões estratégicas até as operacionais.

·         5 C´s: Cliente, CIA, Competidores, Contexto e Colaboradores;

·         STP: Segmentação, Targeting (mercador-alvo) e Posicionamento;

·         4 P´s: Produto, Preço, Promoção e Praça (Distribuição);

·         Lucro, Novos Clientes e Clientes Atuais;

2.1 5 C´s

Representam o ponto de partida para o processo de Marketing. O conhecimento dos ambientes internos e externos da organização. Para ser competitiva uma empresa deve ser orientada para o mercado.

·         CLIENTE: as necessidades, os desejos e as demandas do mercado;

·         CIA: As forças e fraquezas da empresa;

·         COMPETIÇÃO: As forças competitivas que atuam no mercado;

·         CONTEXTO: as ameaças e as oportunidades do macroambiente: tecnológicas, demográficas, culturais, políticos-legais, socioeconômicas e naturais;

·         COLABORADORES: Parceiros e fornecedores da organização.

2.2 STP

Todo negócio competitivo precisa definir claramente o mercado que vai atender com o seu produto/serviço, alem de saber como quer ser identificado por esse mercado.

SEGMENTAÇÃO: Identificar os diferentes segmentos geográficos, demográficos e psicográficos que podem ser atendidos;

TARGETING: Determinar o foco da empresa analisando a atratividade da segmentação;

POSICIONAMENTO: Definir como a empresa quer ser identificada por cada segmento-alvo e definir diferenciais para valorizar a empresa (qualidade, inovação, etc.).

2.3 - 4 P´s

A empresa deve, explorando ao máximo suas forças e recursos, decidir o composto de marketing para o mercado-alvo: o melhor produto, no melhor preço, com a melhor estratégia de comunicação e os melhores canais de distribuição.

2.4 – LUCRO, NOVOS CLIENTES E CLIENTES ATUAIS

Todo o esforço de marketing deve estar voltado para a captação de novos clientes, a fidelização dos clientes existentes e a maximização dos lucros.

3 - VALOR

Na fase do marketing estratégico (5 C´s e STP) a empresa está criando o valor que será ofertado.
Na fase dos 4 P´s a empresa estará captando e ofertando o valor criado, na busca constante da lucratividade.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Capacidade e bons preços?

Essa é para você que sempre acha que não terá capacidade suficiente em seu pendrive ou velocidade no seu computador para guardar ou rodar tudo aquilo que precisa.

http://migre.me/7kVLW

http://migre.me/7kVO1


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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

10 entrevistas que você não pode deixar de ler

O maestro João Carlos Martins e os estudiosos Mark Johnson e Henry Mintzberg foram alguns dos entrevistados pelo Administradores em 2011

Ao longo de 2011, uma série de profissionais – entre administradores, estudiosos, jovens empreendedores (e até artistas) – foram entrevistados pela equipe do portal Administradores.com.br. Todos contaram um pouco de suas histórias e compartilharam suas experiências. Agora reunimos todas em um único lugar para que você possa relembrá-las ou – caso ainda não tenha lido alguma – possa conferir o que essa turma falou. Confiram abaixo:
Henry Mintzberg
Henry Mintzberg critica "fórmulas prontas" do planejamento estratégico
Considerado um dos autores mais produtivos da Administração na atualidade – com 16 livros publicados até agora, quase todos considerados referência na área – o professor canadense não demonstra sinais de exaustão intelectual e pretende implementar em vários países, inclusive no Brasil, o programa CoachingOurselves, desenvolvido em parceria com Phil LeNir
Maestro João Carlos Martins
As lições de um maestro
"Uma empresa tem que ser dirigida não só com a razão, mas também com o coração. Tudo funciona se ambos estiverem juntos na hora de traçar objetivos"
Mark Johnson
Inovar é sempre o diferencial
Um dos mais renomados consultores em inovação da atualidade, o americano Mark Johnson revela como a inovação permite conceber novas maneiras de crescer nos modelos de negócio
José Dornelas
Empreender: talento nato ou aprendizado?
Confira a íntegra da entrevista que realizamos com José Carlos Dornelas – principal autoridade em empreendedorismo no Brasil – para a revista Administradores nº 8
Alexandre Tadeu
Receitas de sucesso: como a Cacau Show se tornou referência em empreendedorismo
Em entrevista exclusiva ao Administradores, Alexandre Tadeu, fundador da empresa, revela como transformou seu negócio em um caso de sucesso
Tony Hsieh
O empreendedor que fez da felicidade um bom negócio
Fundador e CEO da Zappos.com, a empresa que mais vende sapatos pela internet no mundo, ele se transformou em referência de empreendedorismo quando apostou em um novo enfoque para a cultura da sua empresa
Stephen Kanitz
Administração no Brasil: como estamos?
Militante. É assim mesmo que Kanitz costuma se definir. Para ele, a Administração, mais que uma profissão ou uma área de conhecimento, é uma causa
Max Gehringer
Ninguém entra numa empresa para ser entendido, e sim para entendê-la, afirma Max Gehringer
Em entrevista exclusiva para o Administradores.com.br, o apresentador falou sobre carreira, mercado, perspectivas de futuro para os jovens profissionais e ainda guardou um espaço para declarações polêmicas sobre a geração Y
Sebastião Luiz de Mello
"Um país bem administrado é melhor para todos nós", afirma presidente do CFA
Sebastião Mello falou sobre diversos assuntos relacionados aos administradores, desde a histórica conquista da legalização da profissão até suas perspectivas para o futuro
Felipe Vaz
Mandatos sociais: eleitores na rede, políticos na berlinda?
Interação na web transforma a relação entre quem vota e quem se elege, abrindo caminho para a consolidação das eleições 2.0 no Brasil

Fonte: <http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negocios/10-entrevistas-que-voce-nao-pode-deixar-de-ler/50942/?gdhghwqs> Acesso em 22/12/2011

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sábado, 17 de dezembro de 2011

Estudando Administração: Os Princípios


Durante a história, muitos estudiosos gastaram tempo estudando a melhor maneira para atingir o objetivo da administração. Com isso, desenvolveram várias teorias que são utilizadas nas principais organizações.



Princípio da Divisão do Trabalho



Para garantir o desenvolvimento das atividades por parte de todas as pessoas envolvidas numa empresa, é de suma importância que fique claro as atribuições: “quem faz o quê”, desta forma as pessoas se sentirão mais seguras quanto as atividades que devem realizar, tornando-se mais produtivas e com melhores desempenhos. Apesar da divisão de trabalho ser princípio que orienta a definição das atividades, é importante que todos os integrantes da empresa percebam a visão do todo da organização, visto que uma empresa é um sistema aberto e está sempre em interação com seu meio interno e externo, o que torna os seus elementos interdependentes.



Princípio da Unidade de Comando



Quanto mais pessoas comandam um subordinado maiores as possibilidades de conflitos. Este princípio prioriza que cada empregado deve prestar contas apenas com um único superior, evitando desta forma duplicidade de comando e possíveis conflitos



Princípio da Delegação de Autoridade e Responsabilidade



Quando delegam-se atividades, simultaneamente, delega-se responsabilidade pelas ações a serem realizadas; entretanto, quem delegou continua tendo responsabilidade pelas atividades realizadas pelos seus subordinados. A delegação é necessária visto que é impossível que uma única pessoa resolva todos os problemas que surgem numa empresa. Entretanto, muitas pessoas possuem enorme dificuldade em delegar, porque:

·         Acham que outras pessoas não conseguirão aprender as novas atribuições;

·         Acham que perderão muito tempo em treinar uma nova pessoa;

·         Têm medo de “perder o poder” sobre a atividade exercida;

·         Têm experiências negativas quanto ao desempenho das pessoas.


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sábado, 12 de novembro de 2011

Sistemas de Tributação



A Lei Complementar nº 123/2006, instituiu, a partir de 01.07.2007, novo tratamento tributário simplificado, também conhecido como Simples Nacional ou Super Simples.


O Simples Nacional estabelece normas gerais relativas ao tratamento tributário diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação, inclusive obrigações acessórias.


Tal regime substituiu, a partir de 01.07.2007, o Simples Federal (Lei 9.317/1996), que foi revogado a partir daquela data.


DEFINIÇÃO DE MICROEMPRESA E DE EMPRESA DE PEQUENO PORTE



Consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte a sociedade empresária, a sociedade simples e o empresário a que se refere o art. 966 do Código Civil, devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que:


I - no caso das microempresas, o empresário, a pessoa jurídica, ou a ela equiparada, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 240.000,00;


II - no caso das empresas de pequeno porte, o empresário, a pessoa jurídica, ou a ela equiparada, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$ 240.000,00 e igual ou inferior a R$ 2.400.000,00.


VEDAÇÕES


Determinadas atividades ou formas societárias estão vedadas de adotar o Super Simples - dentre essas vedações, destacam-se:


1) pessoas jurídicas constituídas como cooperativas (exceto as de consumo);


2) empresas cujo capital participe outra pessoa jurídica;


3) pessoas jurídicas cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado de outra pessoa jurídica com fins lucrativos, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite R$ 2.400.000,00.


Ficaram fora da vedação ao regime, as empresas de serviços contábeis, que poderão ser optantes pelo Simples Nacional.


Consulte também:






RECOLHIMENTO ÚNICO


O Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, do IRPJ, IPI, CSLL, COFINS, PIS, INSS, ICMS e ISS.


Entretanto, em alguns desses tributos há exceções, pois o recolhimento será realizado de forma distinta, conforme a atividade.


INSCRIÇÃO


Serão consideradas inscritas no Simples Nacional as microempresas e empresas de pequeno porte regularmente optantes pelo Simples Federal (Lei 9.317/1996), salvo as que estiverem impedidas de optar por alguma vedação imposta pelo novo regime do Simples Nacional.




PARCELAMENTO DE DÉBITOS


Será concedido parcelamento, em até 120 (cento e vinte) parcelas mensais e sucessivas, dos débitos relativos aos tributos e contribuições previstos no Simples Nacional, de responsabilidade da microempresa ou empresa de pequeno porte e de seu titular ou sócio, relativos a fatos geradores ocorridos até 31 de maio de 2007.


Veja maiores detalhes no tópico Parcelamento de Débitos - Simples Nacional no Guia Tributário On Line.


REGULAMENTAÇÃO


O Decreto 6.038/2007 instituiu o Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - denominado Comitê Gestor do Simples Nacional – CGSN.


Compete ao CGSN tratar dos aspectos tributários da Lei Complementar 123/2006. As normatizações emanadas denominam-se "Resoluções do Comitê Gestor do Simples Nacional", entre as quais, destacamos:


Resolução CGSN 4/2007 - Dispõe sobre a opção pelo Simples.


Resolução CGSN 10/2007 - Dispõe sobre as obrigações acessórias.


Resolução CGSN 11/2007 - Dispõe sobre a arrecadação do Regime Especial Unificado (guia DAS).


Resolução CGSN 13/2007 - Dispõe sobre processo de consulta.


Resolução CGSN 15/2007 - Dispõe sobre a exclusão do Simples.


Resolução CGSN 30/2008 - Dispõe sobre os procedimentos de fiscalização, lançamento e contencioso administrativo.


Resolução CGSN 38/2008 - Dispõe sobre o reconhecimento das receitas pelo regime de caixa.


Resolução CGSN 39/2008 - Dispõe sobre a restituição no âmbito do Simples Nacional.


Resolução CGSN 51/2008 - Dispõe sobre o cálculo e o recolhimento dos impostos e contribuições devidos no Simples.


Resolução CGSN 52/2008 - Dispõe a concessão de benefícios do ICMS e ISS.


VANTAGENS


Dentre outras, as vantagens do Simples Nacional para os contribuintes dele optantes podem ser resumidas como segue:


- Possibilidades de menor tributação do que em relação a outros regimes tributários (como Lucro Real ou Presumido).


- Maior facilidade no atendimento da legislação tributária, previdenciária e trabalhista.


- Simplificação no pagamento de diversos tributos abrangidos pelo sistema, mediante uma única guia.


- Possibilidade de tributar as receitas à medida do recebimento das vendas ("regime de caixa")


- Nas licitações será assegurada, como critério de desempate, preferência de contratação para as microempresas e empresas de pequeno porte. O Decreto 6.204/2007 regulamenta o tratamento favorecido, diferenciado e simplificado para as microempresas e empresas de pequeno porte nas contratações públicas de bens, serviços e obras, no âmbito da administração pública federal.


- Possibilidade de formar SPE - Sociedade de Propósito Específico e participar de Consórcios Simples, para compras e vendas de produtos e serviços.


- É facultado ao empregador de microempresa ou de empresa de pequeno porte fazer-se substituir ou representar junto à justiça do trabalho por terceiros que conheçam dos fatos, ainda que não possuam vinculo trabalhista ou societário.


- Regras especiais para protesto de títulos, com redução de taxas e possibilidade de pagamento com cheque.


- As empresas enquadradas no Simples, assim como as pessoas físicas capazes, também são admitidas como proponentes de ação perante o Juizado Especial.


- As microempresas e as empresas de pequeno porte que se encontrem sem movimento há mais de três anos poderão dar baixa nos registros dos órgãos públicos federais, estaduais e municipais, independentemente do pagamento de débitos tributários, taxas ou multas devidas pelo atraso na entrega das respectivas declarações nesses períodos.


- Estão dispensadas da entrega da apresentação da DCTF - Declaração de Débitos e Créditos de Tributos Federais e do DACON - Demonstrativo de Apuração das Contribuições Federais, as empresas optantes pelo Simples Nacional, relativamente aos períodos abrangidos por esse sistema.





IRPJ - TRIBUTAÇÃO PELO LUCRO PRESUMIDO

O Lucro Presumido é a forma de tributação simplificada do Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL).


A sistemática de tributação pelo Lucro Presumido é regulamentada pelos artigos 516 a 528 do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 3.000/99).


PESSOAS JURÍDICAS AUTORIZADAS A OPTAR


A PARTIR DE 2003


A partir de 01.01.2003, a pessoa jurídica cuja receita bruta total, no ano-calendário anterior, tenha sido igual ou inferior a R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões de reais), ou a R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) multiplicado pelo número de meses de atividade do ano-calendário anterior, quando inferior a 12 (doze) meses, poderá optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido.


Este aumento de limite é válido para opção do lucro presumido a partir de 01.01.2003. Portanto, a base da receita a ser considerada para fins de enquadramento pode ser a de 2.002.


Observe-se que o primeiro requisito é não estar obrigada ao regime de tributação pelo lucro real. Assim, por exemplo as empresas de factoring e as que usufruam de benefícios fiscais, não poderão optar pelo lucro presumido.


Acesse o tópico Lucro Real – Aspectos Gerais para obter a relação das empresas obrigadas ao lucro real.


Base: artigo 46 da Lei 10.637/2002.


LIMITES ATÉ 31.12.2002


Até 31.12.2002, as pessoas jurídicas não obrigadas ao regime de tributação pelo lucro real, cuja receita total, no ano-calendário anterior, tenha sido igual ou inferior a R$ 24.000.000,00, poderiam optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido (Lei 8.981/95, art. 44, Lei 9.065/95, art. 1°, e Lei 9.249/95, art. 29, Lei 9.718/98, art. 13).


O limite previsto será proporcional ao número de meses do ano-calendário, no caso de início de atividade (Lei 8.981/1995, art. 44, § 1°).


OPTANTE PELO REFIS


As empresas que aderiram ao Programa de Recuperação Fiscal (REFIS), de que trata a Lei 9.964/2000, poderão optar, durante o período em que ficaram submetidas ao REFIS, pelo regime de tributação com base no lucro presumido (art. 9 do Decreto 3.431/2000). O disciplinamento da matéria está na Instrução Normativa SRF 16/2001.


OCORRÊNCIA DE SITUAÇÃO DE OBRIGATORIEDADE AO LUCRO REAL DURANTE O ANO CALENDÁRIO


A pessoa jurídica que houver pago o imposto com base no lucro presumido e que, em relação ao mesmo ano calendário, incorrer em situação de obrigatoriedade de apuração pelo lucro real por ter auferido lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior, deverá apurar o IRPJ e CSL sob o regime de apuração do lucro real trimestral, a partir inclusive, do trimestre da ocorrência do fato.


ALÍQUOTAS E ADICIONAL


A pessoa jurídica, seja comercial ou civil o seu objeto, pagará o imposto à alíquota de 15% (quinze por cento) sobre o lucro presumido, apurado de conformidade com o Regulamento.


O disposto neste item aplica-se, inclusive, à pessoa jurídica que explore atividade rural.


ADICIONAL


A parcela do lucro presumido que exceder ao valor resultante da multiplicação de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) pelo número de meses do respectivo período de apuração, sujeita-se à incidência de adicional de imposto à alíquota de 10% (dez por cento).


O adicional aplica-se, inclusive, nos casos de incorporação, fusão ou cisão e de extinção da pessoa jurídica pelo encerramento da liquidação.


O disposto neste item aplica-se, igualmente, à pessoa jurídica que explore atividade rural.


O adicional de que trata este item será pago juntamente com o imposto de renda apurado pela aplicação da alíquota geral de 15%.


MOMENTO DA OPÇÃO


A opção pela tributação com base no lucro presumido será aplicada em relação a todo o período de atividade da empresa em cada ano-calendário (Lei 9.430/1996, art. 26).


A opção será manifestada com o pagamento da primeira ou única quota do imposto devido correspondente ao primeiro período de apuração de cada ano-calendário (Lei 9.430/1996, art. 26, § 1°).


A partir do ano-base de 1997, a empresa que houver iniciado atividade a partir do segundo trimestre manifestará a opção com o pagamento da primeira ou única quota do imposto devido relativa ao período de apuração do início de atividade (Lei 9430/1996, art. 26, § 2°).


MUDANÇA DE OPÇÃO


A partir de 1999 a opção pela tributação com base no lucro presumido será definitiva em relação a todo o ano-calendário (Lei 9.718/1998, art. 13, § 1°).


Portanto, a empresa que efetuar o recolhimento do primeiro trimestre nesta opção, deverá manter esta forma de tributação durante todo o ano.


PERÍODO DE APURAÇÃO


O imposto com base no lucro presumido será determinado por períodos de apuração trimestrais, encerrados nos dias 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário (Lei 9.430/1996, artigos 1° e 25).


PRAZO E FORMA DE PAGAMENTO


O IRPJ e a CSLL devidos com base no Lucro Presumido deverão ser pagos até o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do período de apuração trimestral. Assim, o IR devido no 1o. trimestre/2.001 deverá ser pago até 30.04.2001 (se este dia não houver expediente bancário, então o vencimento deve ser antecipado).


Utiliza-se o DARF normal (cor preta), com os seguintes códigos:


2089 - IRPJ


2372 - CSLL


Na hipótese do IR ou CSLL ser superior a R$ 2.000,00, poderá ser pago em até 3 quotas iguais, mensais e sucessivas, observado o seguinte:


a) as quotas deverão ser pagas até o último dia útil dos meses subsequentes ao do encerramento do período de apuração;


b) nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1.000,00;


c) o valor de cada quota (excluída a primeira, se paga no prazo) será acrescido de juros SELIC, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subsequente ao do enceramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento, e de 1% no mês de pagamento.


OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS PARA O LUCRO PRESUMIDO


A pessoa jurídica habilitada à opção pelo regime de tributação com base no lucro presumido deverá manter (Lei 8.981/1995, art. 45):


I – Livro Caixa, no qual deverá estar escriturado toda a movimentação financeira, inclusive bancária, ou escrituração contábil nos termos da legislação comercial;


II – Livro Registro de Inventário, no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término do ano-calendário;


III – em boa guarda e ordem, enquanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes, todos os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica, bem como os documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal.


Nota: O prazo de decadência do Imposto de Renda é de 5 (cinco) anos.



A tributação Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) - Lucro Real, se dá mediante a apuração contábil dos resultados, com os ajustes determinados pela legislação fiscal.


BASE DE CÁLCULO


A base de cálculo do imposto, determinada segundo a lei vigente na data de ocorrência do fato gerador, é o lucro real correspondente ao período de apuração.


Como regra geral, integram a base de cálculo todos os ganhos e rendimentos de capital, qualquer que seja a denominação que lhes seja dada, independentemente da natureza, da espécie ou da existência de título ou contrato escrito, bastando que decorram de ato ou negócio que, pela sua finalidade, tenha os mesmos efeitos do previsto na norma específica de incidência do imposto.


PERÍODO DE APURAÇÃO


O imposto será determinado com base no lucro real por períodos de apuração trimestrais, encerrados nos dias 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário.


No caso da apuração com base no lucro real, o contribuinte tem a opção de apurar anualmente o imposto devido, devendo, entretanto, recolher mensalmente o imposto por estimativa.


Nos casos de incorporação, fusão ou cisão, a apuração da base de cálculo e do imposto devido será efetuada na data do evento.


Na extinção da pessoa jurídica, pelo encerramento da liquidação, a apuração da base de cálculo e do imposto devido será efetuada na data desse evento.


ALÍQUOTAS E ADICIONAL


A pessoa jurídica, seja comercial ou civil o seu objeto, pagará o imposto à alíquota de 15% (quinze por cento) sobre o lucro real, apurado de conformidade com o Regulamento.


O disposto neste item aplica-se, inclusive, à pessoa jurídica que explore atividade rural.


ADICIONAL


A parcela do lucro real que exceder ao valor resultante da multiplicação de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) pelo número de meses do respectivo período de apuração, sujeita-se à incidência de adicional de imposto à alíquota de 10% (dez por cento).


O adicional aplica-se, inclusive, nos casos de incorporação, fusão ou cisão e de extinção da pessoa jurídica pelo encerramento da liquidação.


O disposto neste item aplica-se, igualmente, à pessoa jurídica que explore atividade rural.


O adicional de que trata este item será pago juntamente com o imposto de renda apurado pela aplicação da alíquota geral de 15%.


LUCROS DISTRIBUÍDOS


Os lucros ou dividendos calculados com base nos resultados apurados a partir do mês de janeiro de 1996, pagos ou creditados pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, não estão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte, nem integrarão a base de cálculo do imposto de renda do beneficiário, pessoa física ou jurídica, domiciliado no país ou no exterior.


OBRIGAÇÕES, LUCRO LÍQUIDO


A sistemática de tributação sob o Lucro Real é disciplinada pelos artigos 246 a 515 do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 3.000/99).


PESSOAS JURÍDICAS OBRIGADAS AO LUCRO REAL


A partir de 1999 estão obrigadas à apuração do Lucro Real as pessoas jurídicas (Lei 9.718/1998, art. 14):


I – cuja receita bruta total, no ano-calendário anterior, seja superior a R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões de reais), ou a R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) multiplicado pelo número de meses de atividade do ano-calendário anterior, quando inferior a 12 (doze) meses (limite fixado pela Lei 10.637/2002);


Nota: o limite acima é válido a partir de 01.01.2003. Até 31.12.2002, a obrigação pela opção do lucro real era para as pessoas jurídicas cuja receita total no ano-calendário fosse superior a R$ 24.000.000,00, ou proporcionalmente, quando o número de meses de atividades fosse inferior a 12 meses.


II – cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidora de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta;


III – que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior;




1) Não confundir rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior com receitas de exportação. As exportadoras podem optar pelo Lucro Presumido, desde que não estejam nas hipóteses de vedação. A restrição deste item alcança aquelas empresas que tenham lucros gerados no exterior (como empresas Offshore, filiais controladas e coligadas no exterior, etc.).


2) A prestação direta de serviços no exterior (sem a utilização de filiais, sucursais, agências, representações, coligadas, controladas e outras unidades descentralizadas da pessoa jurídica que lhes sejam assemelhadas) não obriga á tributação do lucro real.


IV – que, autorizadas pela legislação tributária, usufruam de benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do imposto;


Nota: como exemplo de benefícios fiscais: o programa BEFIEX (isenção do lucro de exportação), redução do IR pelo Programa de Alimentação do Trabalhador, projetos incentivados pela SUDENE e SUDAM, etc.


V – que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa, na forma do art. 2 da Lei 9.430/1996;


Nota: o regime de estimativa é a opção de pagamento mensal, estimado, do Imposto de Renda, para fins de apuração do Lucro Real em Balanço Anual.


VI – que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring).


Também estão obrigadas ao Lucro Real as empresas imobiliárias, enquanto não concluídas as operações imobiliárias para as quais haja registro de custo orçado (IN SRF 25/1999). O custo orçado é a modalidade de tratamento contábil dos custos futuros de conclusão de obras.


LUCRO REAL – OPÇÃO – POSSIBILIDADE



As pessoas jurídicas, mesmo se não obrigadas a tal, poderão apurar seus resultados tributáveis com base no Lucro Real.


Assim, por exemplo, uma empresa que esteja com pequeno lucro ou mesmo prejuízo, não estando obrigada a apurar o Lucro Real, poderá fazê-lo, visando economia tributária (planejamento fiscal).


OCORRÊNCIA DE SITUAÇÃO DE OBRIGATORIEDADE AO LUCRO REAL DURANTE O ANO CALENDÁRIO


A pessoa jurídica que houver pago o imposto com base no lucro presumido e que, em relação ao mesmo ano calendário, incorrer em situação de obrigatoriedade de apuração pelo lucro real por ter auferido lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior, deverá apurar o IRPJ e CSL sob o regime de apuração do lucro real trimestral, a partir inclusive, do trimestre da ocorrência do fato.




CONCEITO DE LUCRO REAL


Lucro real é o lucro líquido do período de apuração ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pelo Regulamento (Decreto-lei 1.598/1977, art. 6).


A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das disposições das leis comerciais (Lei 8.981/1995, art. 37, § 1º).


O lucro líquido do exercício referido no conceito acima é a soma algébrica do lucro operacional, dos resultados não operacionais e das participações, e deverá ser determinado com observância dos preceitos da lei comercial. Portanto, o lucro líquido é aquele definido no art. 191, da Lei 6.404/1976, porém, sem as deduções do art. 189 (prejuízos contábeis acumulados e provisão para o imposto sobre a renda).
Fonte: http://www.portaltributario.com.br/tributos

sábado, 22 de outubro de 2011

Gabarito ENEM 2011

Ai galera, para matar um pouco a ansiedade: Acesse através do link abaixo o gabarito NÃO OFICIAL da prova do 1º e 2º dias do ENEM 2011.



http://www.mundovestibular.com.br/articles/14269/1/Gabrito-Enem-2011/Paacutegina1.html




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